quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Tudo começou por conta de um acidente de trânsito. Só para variar.

E a noite nem tinha começado, o horário de pico estava no auge. Pessoas transitando em busca de voltar para casa após um dia de serviço, outras indo para faculdade e trabalho, lotavam as ruas da cidade. Na esquina, bem perto a um semáforo um carro estava com o pisca alerta aceso.

Era um acidente aparentemente casual, muito comum em Goiânia. Afinal, que essa é a capital onde parece que todos os motoristas aprenderam a dirigir na casa da mãe Joana, não é novidade nem para os gringos. Aqui, motoristas formados pelo teórico Departamento de Trânsito não tem o costume de dar seta, possivelmente por achar que se der a sinalização que irá virar, significa perder a virgindade do olho **. Mas mesmo assim alguns ainda aceitam o risco que é dirigir nessa cidade que ninguém, nem a mãe Diná, conseguiria prever a direção dos carros.
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
É mais que consenso. ‘Tô’ me tornando velho e ranzinza. Já não consigo aceitar essa teórica juventude atual com suas músicas no estilo: “se eu te encurralar no meu cafofo você vai ficar é louca...” ou essas que só dão comando de “subir, empinar, descer”. Sem contar nas inúmeras letras que, definitivamente, não falam uma língua inteligível como as: “rá rá rá rá rá rá rá lepo lepo” ou a do “dim dim dim dom dom dom”.

É... Definitivamente estou me tornando um velho e ranzinza em meus plenos 27 para 28 anos. Mas isso porque não consigo entender a vida do pão e circo. O governo, literalmente, se fu... para a população e o ‘povo’, mesmo depois de uma manifestação histórica em junho de 2013, continua a manter os mesmos no poder em 2014. Não consigo entender essa ‘gente’ que presta mais atenção em UFC, Futebol, BBB, A Fazenda, do que no próprio país. Mas isso devem ser apenas ‘ranzinzisses’ minhas, afinal ta aí a juventude que sempre critica e briga na internet. Até porque a internet tem uma força tão grande pra tudo... Não é?
terça-feira, 7 de outubro de 2014
E sequer havia nem chegado o meio dia nessa cidade, mas eu já estava morrendo de fome. Preferi então, ao invés de ir até em casa para cozinhar, almoçar num restaurante perto, o preço estava agradável de pagar e o local cheio de clientes, apesar de ser apenas 11h30. Assim que entrei cumprimentei o rapaz que entregava a comanda na porta do restaurante – hábito comum em Goiânia – e fui lavar as mãos. Porém havia uma pequena fila.

– Você viu o resultado da eleição? – Disse uma mulher com um crachá de uma repartição pública situada no Jardim Goiás, para outra que estava à frente – Elegeram novamente a Dilma. Porque mesmo tendo o segundo turno, é muito provável que ela ganhe novamente. Esse povo é mesmo muito burro.
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
– O que tem jogar o papel no chão? Se não houver lixo o gari não trabalha!

Sério, quem nunca ouviu essa frase, principalmente na hora em que estamos com alguém e o criticamos de jogar lixo nas ruas, seja pelas janelas de ônibus, carros ou mesmo a pé? Não entendo a dificuldade alheia de não conseguir segurar seu copo, papel ou o que quer que seja até o próximo lixeiro, mesmo que seja em sua própria casa. Uma vez que lata de lixo em Goiânia é quase tão raro quanto o bom senso político do prefeito.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Se tem uma coisa que nunca entendi completamente é por que os psiquiatras nunca receitaram andar de transporte coletivo como remédio para insônia? Dormir no ônibus é uma prática bem antiga. Dizem que foi desenvolvida por trabalhadores cansados, adaptada por estudantes do ensino superior e aperfeiçoada por passageiros que não querem dar lugar para os idosos.

Chega a ser algo que mereceria um estudo mais aprofundado. Veja bem, aqui na Praça da Bíblia, diariamente, podemos ver multidões se aglomerando para esperar os coletivos, seja para chegar ao trabalho, faculdade, escola, seja para qualquer outro canto da cidade. Na fila encontramos de tudo, desde pessoas rezando por um transporte com mais dignidade, a pessoas serelepes que cantam, dançam e até tocam bateria imaginária (esse último sou eu mesmo). Porém após a chegada do transporte e da briga matinal pelo embarque, quem consegue um acento simplesmente apaga. Principalmente os que estão perto de alguma janela, até porque a prática de dormir em ônibus exige algumas habilidades, como manter a cabeça firme sem pender demais para os lados ou chacoalhar conforme as ondulações do asfalto goiano.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Endereço... Será que só eu tenho problemas com a localização das coisas aqui? Que chame o carteiro de louco quem souber a lógica das ruas no setor Aeroporto. Se tem uma coisa que aprendi nesses nove anos de convivência, aqui na cidade é a necessidade de falar o endereço por pontos de referência. Turistas ou novos moradores, vindos de qualquer outro estado em que as cidades falam endereço por ruas, como São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro, se perdem completamente justamente por não conhecer esse hábito típico Goiano.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
E como está calor nesses últimos dias em Goiânia... Como até já citei em outro dia, a solução para isso, nessa cidade, é atolarmos no sorvete ou viajarmos para o entorno. Porém como viajar em dias de trabalho? Sendo assim, os supermercados e sorveterias é quem estão lotados de pessoas em busca do alívio gelado.

Só que comprar o que quer que seja nessa cidade, não é tão fácil quanto parece. Quem nunca passou pelo caixa de supermercado para comprar um papel higiênico que seja e foi surpreendido pela caixa perguntando se você não quer recarregar o celular? Na verdade, parece que recargas de celulares estão bem na moda de ser oferecido. Se chegarmos a uma farmácia está lá a bendita recarga. Dizem as más línguas que essas tais recargas estão sendo oferecidas até em funerárias. Quase uma promoção, compre dois caixões e ganhe uma recarga de R$ 100,00 para sua operadora.

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