quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
POR ALGUM CAPRICHO do ‘Indesejado’, do de ‘Lá de Baixo’, daquele ‘Pé de bode’, do ‘Tinhoso’, nasceu Militin de ‘cumpade Zefa’. Homem dos mais conversadores e mentirosos que já pisou por aquelas bandas. Não tinha uma história que não fizesse parte ou um assunto que não fosse entendedor. Era de cabo a rabo conhecido pela cidade, muitos gostavam de suas lorotas, chamando-o de amante da ficção, outros, no entanto, tinham verdadeira gastura de ouvir até o nome daquele inventor de fatos sensacionalista e inverídica dos acontecimentos da cidade.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
E coitado de seu Arnaldo...

Ainda arrumando os copos de cerveja em seu ‘Bar Treme-Treme’, nome que homenageava seu Mal de Parkinson, ouviu o grito de Gemima, sua esposa (as vezes penso de quem foi a brilhante ideia de batizar a pobre mulher com essa ofensa).

– Arnaldo! Ôh Arnaldo!
– O que é Gemima! – retruca o home soltando seu pano branco de enxugar copos.
– Precisamos de ovos, Arnaldo. Vai lá na feira comprar!
– E isso é hora de procurar ovos, Gemima? Não tem feira de noite não!
– Mas precisamos de ovos!
– Ôh, meu Deus do céu, onde é que vou conseguir ovos uma hora dessas... Tá bom, Gemima, tá bom! – Não tinha jeito, era ir buscar ou ter que ouvir sua mulher gritar o tempo inteiro sobre esses tais ovos.
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
NÃO É NOVIDADESempre tem alguém que fica famoso por conta de seus ‘ditados’. E numa cidade do interior, ainda...

Mas estava lá, em cima do palanque... O grande político que vou dar a alcunha de Epaminondas (para proteger o santo).  O discurso estava acalorado e quanto mais ele falava, mais o povo concordava em gritos e repetiam seu nome, “Epaminondas, Epaminondas, Epaminondas!” Sua oratória estava impecável. Sua confiança frente ao público era simplesmente formidável. Apenas lá no fundo da multidão é que um grupo não se manifestava. Já no palanque vários políticos cochichavam entre si, nada fora do comum.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
É... Não tem jeito... Uma hora todo mundo é obrigado a ouvir uma pergunta idiota. Mas não qualquer pergunta idiota. Tem que ser uma daquelas como de finais de ano, quando vamos a uma ceia com a família toda reunida:

– Esse é seu filho?
– Não. Esse é meu amante, gosto de sair com ele quando saio com minha mulher.
Ou então quando estamos lavando as mãos num restaurante e chega um atrás:
– Está lavando as mãos?
– Não! Estou tentando afogá-las. São muito bobas!

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