quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Enquanto
isso, eu estava acordado de madrugada e por mais "incressa que parível",
trabalhando. Normalmente é um horário silencioso aqui no prédio, mas eis que
pela janela chega um som estridente e quase ensurdecedor de uma... Como posso dizer?...
hmmm... errr... Profissional do Sexo a preço de custo - não, nunca perguntei o
valor, mas só por estar aqui no Setor Universitário não deve cobrar muito. Até porque se tem uma raça que é sem dinheiro, até mesmo para comprar Toddynho,
é o tal do estudante.
Enfim,
ecoa um grito através da janela, que um dia o tempo há de derrubar. Uma menina,
magra, de cabelos desgrenhados esbravejava e catava algumas pedras que via por onde
passava.
-
Marcelo, seu cachorro, fil&@ d*#% P@$%!!! Cadê o dinheiro da minha noite,
seu des*&$¨@$ ?!
Os
cachorros começaram a latir e carinhosamente barulhos de pedras e latas
arremessadas, timidamente ganhavam uma proporção quase que de um sussurro de um
disparo de canhão, ou de caçambas descarregando pedras. Desci para assistir. Afinal
era só mais uma noite, calma, tranquila e contente próximo ao terminal da Praça
da Bíblia. Assim que cheguei a portaria do prédio, gritos masculinos e desesperados
pediam pelo amor de tudo o que é mais sagrado parasse de acariciá-lo com tantas
pancadas, pedradas e puxões de cabelo.
Era
o tal Marcelo quem apanhava. Tinha a aparência de ser incrivelmente mais velho
do que qualquer um ali, testemunhando a surpreendente surra que levava de uma ‘nobre
sintetizadora de pedras em fumaça’. A sova era tanta que até perdeu alguns
dentes, o orgulho e quiçá a sexualidade, enquanto catava o equilíbrio com as
mãos torpes e sem jeito, arrastando-se pelo canteiro central da rua. A menina
finalmente acertou um belo chute no saco.
Pobre
e indefeso rapaz... Aparentemente tinha 1,80m de altura, mas tomou tanto
"bicuda" que foi preciso ser salvo pelos PMs que, é claro, os acolheu
de cassetetes abertos...
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