terça-feira, 26 de maio de 2015
QUANDO ME MUDEI PARA CÁ, nunca pensei que passaria por
tamanho disparate. Sim! Disparate, não tem outro termo! Afinal é uma vergonha
para qualquer um nesses tempos ultramodernos passar, ou melhor, não passar, por
uma situação tão vexatória como essa!
Veja bem, quando me mudei, meu tio, completamente
generoso e otimista, veio me dizer que Goiânia é uma cidade com grandes
oportunidades, capital que quase não se vê diferença social. Local em que até
os carros são tratados como pedestres, por estacionarem nas calçadas. E que,
aqui, eu JAMAIS seria tratado de forma diferenciada na rua. Todo mundo é igual,
perante a imaginação dele. Mas mal sabia eu, que aquele falatório era apenas história
para boi dormir! E olha que de boi aqui tem muito, basta ver nas músicas
sertanejas...
Olha só, minha irmã já passou por isso três vezes, podia
até pedir música no fantástico! Minhas
primas pelo menos uma vez cada uma. Até mesmo meu amigo, deficiente de um
braço, foi assaltado quatro vezes em menos de um mês! EU DISSE QUATRO VEZES! Tem
lógica? E eu nunca! Cadê a igualdade que meu tio falava? Porque os policiais
têm que estar só nas ruas por onde eu passo? Porque eles não fazem como com
todo mundo, em que só aparecem 40 minutos após o ocorrido? Porque os ladrões só
buscam as mulheres e deficientes, em sua maioria? Porque diabos, nós homens,
lutadores de artes marciais, acima dos 1,85 cm somos excluídos? Definitivamente
não é justo! E depois ainda querem que tenhamos um pouco de adrenalina real... Tisc, tisc.
Sinceramente, isso deveria ser um assunto para o senhor
excelentíssimo governador do estado. Onde já se viu, colocar policiais na rua
para o povo não ter direito a ser assaltado? Ainda mais nesses tempos em que
até os políticos nos roubam. Isso é um desrespeito, um disparate sem fim!
Afinal, a Secretaria de Segurança Pública do Estado deveria decidir ou protege
todo mundo ou ninguém. Não vivemos em igualdade? ‘Que puta falta de sacanagem’
é essa? Eu também quero chegar em casa um dia e mostrar meu boletim de
ocorrência que não vai dar em nada! Também quero chorar meu celular perdido.
Também quero ser estatística, porque todos podem e nós, que temos conhecimento
aprofundado de defesa pessoal e outras artes, não podemos?
É uma vergonha! É um desrespeito! É, sem dúvida, um
disparate!
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Criação Lúcio Vérnon. Tecnologia do Blogger.
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